

O pré-candidato a governador, Joel Rodrigues (Progressistas), subiu o tom das críticas à oposição durante agenda recente na cidade de Guadalupe, no Centro-Sul do Piauí. Ao ouvir relatos de moradores sobre o crônico desabastecimento na região, Joel direcionou suas críticas ao deputado federal e pré-candidato ao Senado, Júlio César (PSD), que tem Guadalupe como sua terra natal.
Em seu discurso, Joel ironizou o projeto político familiar do adversário, contrastando as pretensões eleitorais do grupo com a falta de infraestrutura básica no município.
“Estive na terra daquele que quer ter tudo! Quer ir para o Senado, a mulher já está no Senado, quer um filho deputado federal, quer outro deputado estadual, quer os parentes e aderentes na Assembleia... mas ele não consegue resolver o problema da falta de água nem mesmo na sua cidade natal”, disparou Joel.
O paradoxo de Guadalupe
O pré-candidato apontou o município como um exemplo nítido de contraste entre o potencial natural do estado e a precariedade dos serviços públicos. Guadalupe abriga a Barragem de Boa Esperança, um dos maiores reservatórios da região, mas a abundância de recursos hídricos não se reflete nas torneiras da população local.
"Estamos falando de onde temos a Barragem de Boa Esperança, com mais de 3 trilhões de metros cúbicos de água armazenada. Mas, mesmo assim, ela não chega na torneira das pessoas", apontou Joel, destacando a falta histórica de políticas públicas eficazes no setor.
Cobrança a concessionárias e infraestrutura
Como proposta para enfrentar a escassez hídrica, Joel Rodrigues defendeu um posicionamento mais firme diante das empresas de saneamento. Segundo ele, é urgente exigir o cumprimento integral dos contratos de concessão, atrelado a investimentos robustos do Estado.
O pré-candidato ressaltou que soluções viáveis passam pela construção de novas adutoras e pela ampliação das redes de distribuição. A falta de planejamento, de acordo com ele, agrava os efeitos da estiagem prolongada no Piauí, comprometendo a agricultura familiar, a pecuária e tornando comunidades inteiras reféns de soluções paliativas, como os carros-pipa.
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