25°C 38°C
Teresina, PI
Publicidade
Anúncio

Pastor Márcio Poncio é preso pela PF por lavagem de dinheiro

Pastor Márcio Poncio é preso pela PF por lavagem de dinheiro

02/07/2026 às 10h54 Atualizada em 02/07/2026 às 13h54
Por: Redação
Compartilhe:

O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso pela Polícia Federal (PF) durante a deflagração da quinta fase da Operação Unha e Carne. A ação policial investiga um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que possui ligações com o jogo do bicho, além do vazamento de informações sigilosas para a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Além de sua atuação religiosa, Poncio ganhou projeção nacional como o patriarca da família Poncio, um dos clãs mais conhecidos e comentados das redes sociais no país, frequentemente marcado pela exposição pública de polêmicas familiares.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, a nova etapa da operação também tem como alvos outras figuras públicas de destaque no cenário fluminense. Entre eles estão o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral — filho do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral — e o contraventor conhecido como Adilsinho.

Aos 52 anos, Márcio Poncio se descreve em seus perfis oficiais como "Servo de Deus, membro da Igreja da Nuvem, patriarca da família Poncio, empresário e suplente de deputado federal". Nascido no bairro de Gramacho, em Duque de Caxias (RJ), ele é filho de uma diarista e de um guarda municipal. Iniciou sua trajetória profissional ainda na adolescência e construiu carreira no setor do tabaco, o que lhe rendeu nos bastidores o apelido de "pastor do cigarro". Posteriormente, tornou-se presidente e proprietário de uma distribuidora do ramo. No campo político, ele chegou a disputar uma vaga para a Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2022, figurando atualmente como suplente.

A atual fase da Operação Unha e Carne cumpre três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), também foi decretado o bloqueio de bens dos investigados em valores que chegam a R$ 22 milhões. A PF esclareceu que o objetivo das diligências é aprofundar os indícios de lavagem de capitais praticados pela nova cúpula do jogo do bicho e identificar conexões com membros dos Poderes Executivo e Legislativo fluminenses. O caso ganhou tração após a análise de documentos apreendidos com o contraventor Adilsinho, que detalhavam supostos registros de pagamentos ilícitos, movimentações financeiras suspeitas e doações de campanhas eleitorais.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Lenium - Criar site de notícias