

O desabafo da faxineira Paulinha, moradora de Alagoas, ganhou ampla repercussão nas redes sociais ao reacender o debate sobre a valorização das profissionais do serviço doméstico. No vídeo, ela detalha a rotina da profissão e reage às queixas de clientes em relação aos valores cobrados.
A trabalhadora explica que cobra R$ 80 por serviços mais simples, mas costuma enfrentar reclamações de contratantes que consideram o preço elevado. Segundo o relato, há quem exija, por esse mesmo valor, mais de 12 horas de jornada contínua, incluindo faxina pesada, organização de armários e o preparo de refeições. Paulinha pontua que a diária completa passa para R$ 120, valor que considera proporcional ao esforço físico e ao tempo dedicado às tarefas.
Além disso, a profissional questionou os comentários que associam benefícios sociais, como o Bolsa Família, a um suposto desinteresse das mulheres pelo trabalho doméstico remunerado. Para ela, o ponto central da discussão não é a falta de vontade de trabalhar, mas sim a busca por uma remuneração justa e condizente com a carga horária e as funções desempenhadas.
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