

Cerca de R$ 1 milhão teriam sido destinados ao planejamento de atentados contra autoridades policiais no Piauí. O montante previa a contratação de executores de outros estados, além da disponibilização de armamentos, veículos e imóveis de apoio.
O esquema foi descoberto pelo serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Civil do Estado do Piauí, através do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO). A investigação ganhou desdobramentos internacionais, contando com diligências e atuação da Interpol na Bolívia e no Uruguai.
Segundo as apurações, o plano começou a ser estruturado após sucessivas ações das forças de segurança provocarem prejuízos milionários ao tráfico de drogas no Norte do Piauí. Entre as operações de destaque esteve uma ação em Bom Princípio do Piauí, onde cerca de uma tonelada de entorpecentes — predominantemente cocaína — foi apreendida numa propriedade rural. Parte da droga estava oculta em recipientes e tambores enterrados.
Os elementos recolhidos indicam que os membros da organização passaram a responsabilizar a atuação policial pelos prejuízos e avançaram na articulação dos ataques. O trabalho de inteligência mapeou uma estrutura altamente organizada, com divisão de funções e recursos financeiros.
Entre os alvos monitorados pelo grupo estava o delegado Charles Pessoa. Os criminosos acompanhavam a rotina e os deslocamentos do agente, monitorando inclusive a academia que ele frequentava.
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