

Um vídeo que circula nas redes sociais acendeu um forte debate sobre os limites entre a fé e a política institucional. Uma pregação realizada durante o tradicional Congresso de Mulheres da Assembleia de Deus, em Abreu e Lima (PE), viralizou após a evangelista fazer duras críticas à postura de lideranças religiosas em períodos eleitorais.
No altar, a pregadora disparou contra o que chamou de mercantilização da fé para fins políticos. Segundo ela, alguns líderes têm utilizado a confiança dos fiéis para transformá-los em verdadeiros "cabos eleitorais". A denúncia foi ainda mais profunda: ela afirmou que há casos de contratação de assessores políticos dentro das estruturas religiosas e até a negociação direta do púlpito das igrejas em troca de favores e vantagens pessoais.
O posicionamento contundente — feito justamente em um ambiente de grande visibilidade — dividiu opiniões na internet. De um lado, internautas apoiaram a coragem da evangelista, destacando a necessidade de separar o ambiente de culto da disputa partidária. De outro, houve quem questionasse a fala ou defendesse a participação ativa da igreja no cenário político.
O episódio recoloca em pauta a discussão sobre o uso de palanques religiosos por candidatos e a influência de lideranças eclesiásticas nos rumos do eleitorado.
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