

O vídeo do jovem Davi Giordani discursando durante o 1º Seminário sobre Altas Habilidades e Superdotação, promovido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, tem gerado amplo debate sobre a inclusão escolar.
"Eu quero falar para vocês: ser superdotado não é fácil. As escolas também têm que ter flexibilidade, e o meu objetivo aqui é quebrar o gesso que existe no sistema educacional", afirmou Davi. O jovem ressaltou que a inclusão deve respeitar o ritmo de cada aluno e que tentar encaixar crianças com altas habilidades nos mesmos protocolos das crianças neurotípicas é prejudicial.
Davi alertou ainda para os danos emocionais dessa falha no sistema educacional, comparando a mente de uma criança superdotada a uma panela de pressão. "Se a gente não tirar a pressão, não drenar, a panela vai explodir a qualquer momento. Se a gente não controlar com terapia, apoio e uma escola que dê suporte, as crianças podem até desenvolver mutismo emocional", alertou.
A fala do menino foi reforçada pelo pai de Davi, que também se pronunciou no seminário, destacando o desafio de criar uma criança com altas habilidades. Ele reconheceu a dificuldade enfrentada pelas instituições de ensino, mas frisou a necessidade de mudança: "Ter momentos na escola onde ele não é compreendido acontece. É com o apoio de todo mundo que a gente vai conseguir passar para uma fase onde tem inclusão e eles possam socializar".
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