

A estabilidade nos índices de rejeição tem se consolidado como um dos principais trunfos de Júlio César (PSD) na disputa pelas duas vagas do Piauí no Senado Federal. Levantamentos recentes apontam que, mesmo com o avanço do calendário eleitoral e o aumento natural da exposição pública dos candidatos, o índice de resistência ao nome do parlamentar segue entre os mais baixos do estado.
Na rodada da pesquisa Amostragem realizada em agosto, Júlio César registrou 6,24% de rejeição, apresentando o menor índice entre os líderes da disputa: Marcelo Castro pontuou 6,51%, enquanto Ciro Nogueira atingiu 16,36%. A trajetória dos números indica consistência ao longo do tempo: em março, a rejeição a Júlio era de 7,83% e recuou para 6,16% em junho, mantendo-se no mesmo patamar no levantamento de agosto.
O controle da rejeição reflete diretamente no desempenho eleitoral. Na pesquisa AtlasIntel divulgada no início de setembro, Júlio César alcançou 24,7% dos votos válidos, consolidando a segunda colocação na corrida senatorial. Marcelo Castro lidera o cenário com 32,1%, enquanto Ciro Nogueira figura em terceiro lugar, com 18,9% — uma diferença de 5,8 pontos percentuais a favor do candidato do PSD sobre o principal concorrente direto.
Em um pleito no qual o eleitorado piauiense votará em dois representantes para a Casa Alta, a baixa barreira de rejeição amplia o potencial de captação de segundos votos e fortalece a viabilidade de Júlio César na reta decisiva da campanha.
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