

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, comunicou oficialmente nesta quinta-feira (05) a decisão de abdicar do cargo máximo do Poder Executivo em virtude de um momento de turbulência institucional que atinge o país. O estopim para a decisão decorre de uma crise deflagrada no setor financeiro ligada a uma instituição bancária, episódio que desatou manifestações populares em massa e acelerou a instauração de um processo de destituição parlamentar contra o governante.
A pressão sobre o Palácio de López intensificou-se nas últimas semanas diante do descontentamento civil com a gestão económica e dos desdobramentos da averiguação aberta pela oposição legislativa. Encurralado pelo avanço do processo de perda de mandato e pela escalada das manifestações nas vias públicas, o chefe de Estado optou por antecipar o desfecho político formalizando o pedido de afastamento definitivo das suas atribuições governamentais.
De acordo com relatos veiculados por órgãos de comunicação social paraguaios, o afastamento definitivo de Santiago Peña não é automático e requer a anuência formal do Congresso Nacional. Os parlamentares do país vizinho deverão reunir-se nos próximos dias em sessão plenária extraordinária para debater os termos do documento de renúncia e traçar o roteiro constitucional para a transição do poder.
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