

A escassez extrema de água durante o período de estiagem no interior do Maranhão tem ameaçado a sobrevivência da fauna silvestre na região. No município de Cantanhede, localizado na zona de transição entre o Cerrado e a Amazônia, a ausência de fontes hídricas naturais na estação seca afeta drasticamente a rotina e o deslocamento de diversas espécies de répteis, aves e mamíferos.
Para combater esse cenário crítico, o estudante Eric Rian, de 16 anos, decidiu agir por conta própria e instalar bebedouros em vários pontos da região. As estruturas artificiais de dessedentação garantem mais de 250 litros de água por semana aos animais que buscam recursos em áreas de vegetação ressecada.
Riscos da seca e impacto do projeto
Estudos apontam que períodos prolongados de seca alteram o comportamento da fauna, fazendo com que os animais percorram distâncias maiores ou reduzam suas áreas de busca por recursos, o que os expõe a sérios riscos como atropelamentos, caça predatória e estresse térmico.
Eric iniciou o projeto de instalação e manutenção dos pontos de água quando tinha apenas 14 anos, motivado pela observação da seca na vegetação nativa. "A ideia surgiu de uma curiosidade que eu tinha: onde os animais silvestres bebem água durante a seca?", relata o estudante em entrevista ao portal Metrópoles. A oferta controlada de água limpa surge, portanto, como uma alternativa complementar vital para reduzir o desgaste físico dos animais durante os meses de maior calor na região maranhense.
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