

Em declarações prestadas aos jornalistas, Pedro Alcântara fez um balanço sobre a circulação do transporte público durante o período de votação e assegurou que o sistema funcionou com plena normalidade, sem qualquer registo de interrupções no atendimento aos eleitores. O responsável esclareceu que manteve contacto direto com a superintendência do setor e confirmou que a frota disponibilizada para a população repetiu o contingente operacional empregado na primeira volta, com 80 autocarros em circulação, quantitativo classificado por ele como mais do que suficiente para cobrir toda a procura ao longo do dia.
Segundo Pedro Alcântara, as alegações e receios levantados por integrantes do Partido dos Trabalhadores a respeito de eventuais barreiras na deslocação de idosos e cidadãos dependentes de transporte não encontraram respaldo na realidade do terreno. Ele frisou que a oferta de veículos atendeu perfeitamente aos utilizadores e chegou a sobrar capacidade operacional nas linhas, contrapondo o clima de preocupação que havia sido ventilado nos bastidores políticos sobre a acessibilidade dos votantes às assembleias de voto.
Por fim, Alcântara destacou a dinâmica geográfica dos eleitores urbanos atuais, sublinhando que a esmagadora maioria da população vota em secções eleitorais instaladas muito próximas das suas próprias residências e efetua o trajeto a pé. Na sua análise, a necessidade real de mobilidade através de transportes coletivos restringe-se primariamente àqueles que precisam de viajar em direção aos municípios do interior ou a zonas distantes, circunstância que afasta justificações de desassistência na malha urbana local.
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